O que você faz?
Hoje parei para um minuto de decisão sério e decidi escolhe pode um caminho que me faça mais feliz. Um caminho talvez mais árduo, mas muito mais prazeiroso. Minha visão é distinta (filosofia+web+programação) e um SQL bem feito para mim é tão belo quanto os escritos de Kant na Crítica da Razão Pura. Por que aceitar as “gavetas de conhecimento” impostas diariamente, se não nascemos e nem morremos especialistas em nada realmente se não existir uma paixão sem fundamento por algo? O prazer infantil e puro pelo conhecimento e aprendizado é algo prazeiroso, pois te move a pontos onde nunca poderia imaginar chegar. A desmontagem de objetos, a manipulação de códigos, a descoberta e a fusão de elementos /áreas de conhecimento distintos areja a mente e mostra novos horizontes.
Uma vez me perguntaram por que evito usar a palavra aluno, e expliquei: aluno vem do latim alumni, que significa “o sem luz”, o qual já tem em si preconceito, e prefiro usar discente por causa disto. O papel do professor não é iluminar o sem luz com a luz da sabedoria, mas fazer o discente, que já possui conhecimento e uma vivência propria, a ter paixão e tesão pelo o que está sendo ensinado. Não se consegue o mesmo com todos, dada suas vivências distintas, mas com aqueles nos quais desperta esta paixão pelo conhecimento não precisará se esforçar, pois o discente buscará por si só o conhecimento, solicitando auxílio ao docente em sua caminhada em determinados momentos. Parafraseando Bukowski, “um bom poeta pode fazer uma alma despedaçada voar”. Aí é que está o segredo: dar aula para este aluno não é dar aula, é ter que aprender mais, deixar de ser preguiçoso e se atualizar mais, ler mais, se aprofundar teóricamente e empiricamente, para que o docente colobore em manter a paixão pelo conhecimento constante no discente e para que possa fazer outros discentes se apaixonarem também, por sempre ter algo de novo. Neste processo de ensinar acontece um antagonismo: eu aprendo muito mais do que ensino, pois os discentes me fazem me manter alerta, não ser preguiçoso e me atualizar mais e mais. E por isto, sou muito grato a todos, pois graça a esta motivação, mesmo que muitos não tenham consciência plena disto, meu espírito se mantem jovem e interessado.

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